quinta-feira, 17 de abril de 2008

Criatividade - Origami






Empregos cresceram 44% no primeiro trimestre

Áreas Industrial, Administrativa e Comercial são as que mais contratam

A crise financeira que abala a economia americana e reflete no cenário mundial parece não trazer grandes efeitos para o Brasil. Os investimentos continuam em alta e as empresas contratam cada vez mais.
De acordo com a pesquisa da Manager Assessoria em Recursos Humanos sobre o mercado de trabalho, o número de vagas criadas no primeiro trimestre foi 44,82% maior que o total de empregos disponíveis no mesmo período de 2007.
As áreas que mais se destacaram, de acordo com o estudo, foram: Industrial, Administrativa e Comercial. “Os investimentos têm sido ainda maiores na indústria de máquinas e equipamentos, a fim de expandir a produção e suprir a demanda do mercado”, afirma Hélio Terra, Presidente da Manager.
Segundo ele, esse cenário positivo do mercado de trabalho no primeiro trimestre tem tudo para se manter nos próximos meses, já que a produtividade está crescendo sem cortes de empregos e com aumentos significativos nos salários. “Muitas empresas já oferecem 14.º salário, participação nos lucros e outros benefícios que incentivem seus profissionais a baterem as metas”, explica Hélio.

COMPARATIVO: PRIMEIRO TRIMESTRE 2007 X 2008

Sobre a pesquisa
No mês de março, a Manager captou 3.395 vagas, 12,49% mais que em fevereiro. Na comparação com março de 2007, o aumento foi de 43,39%.
A pesquisa abrange os Estados de São Paulo, Minas Gerais, da Bahia, do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Dentre esses, os que mais se destacaram foram São Paulo, com 52,48% das vagas; Rio de Janeiro, com 18,32%; e Paraná, com 11,48%. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia ocuparam, juntos, 17,70% das vagas.

Carreiras em alta
Os Engenheiros continuam no pódio das solicitações, com 34,95% das requisições. Em segundo lugar ficaram os Administradores de Empresas, com 20,65%; e, em terceiro, os formados em Ciências Contábeis, com 11,74%. As outras posições se dividiram entre os profissionais das áreas de: TI (9,35%); Economia (8,42%), Publicidade, Comunicação e Marketing (3,19%); Psicologia (2,85%), e outras (8,85%).
A hierarquia das vagas foi dividida entre: executivos/diretoria, com 21,59% das vagas; média gerência, com 44,24%; e os técnicos, analistas e assistentes, com 34,17%.
Mais informações com Fernanda Botelho:
MTb: 52.363/SP
E-mail: fernandabotelho@manager-rh.com.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Sentimento de Amor

Observa-se que o amor tem sido cantado através dos tempos como o mais nobre de todos os sentimentos. Muitas vezes é vilipendiado, maculado, porém é baseado nesse sentimento que os seres humanos mostraram e mostram as maiores e mais belas manifestações de respeito ao próximo, e este respeito que vem do fundo do coração, faz muito bem à alma e faz com que este amor seja manifestado com mais intensidade. Mas a palavra amor não teria sentido algum se não estivesse carregada de um sentimento. E qual seria esse sentimento? A compreensão. Para amar efetivamente, faz-se necessário o reconhecimento de si próprio e compreensão dos caminhos da Vida. Reconhecer-se é mostrar a sensibilidade que o ser humano tem perante o mundo que o rodeia e a importância que seus atos, palavras e pensamentos tem para todos. É necessário que haja compreensão com relação aos sentimentos e às vidas das pessoas. Devemos pensar antes de falar e de agir, devemos sempre tentar agir com o coração, devemos amar as pessoas e aceitá-las como elas são, pois cada pessoa tem seu brilho próprio. Com esse sentimento, nasce o amor puro, franco, verdadeiro. Nasce o amor que nada exige, mas apenas doa. Doa carinho, respeito, dignidade. Esse amor compreende tudo e todos e não nega aquelas oportunidades que os seres humanos necessitam para evoluir. Este amor manifesta-se no olhar que dá espaço àqueles que necessitam e sabe colocar-se, mesmo diante de todas as adversidades, como o exemplo a ser seguido. O amor nos ensina a caminhar na companhia de alguém especial, alguém que se entrega de corpo e a alma, alguém que sempre dá sem pedir nada em troca, simplesmente porque seu coração necessita dar carinho, doar-se, porque lá no seu interior existe amor, e esse amor é preenchido com a troca, com a troca de apenas um sentimento, o amor. Esse sentimento de amor é sensível e ao mesmo tempo é forte, pois nele estão inseridos os sentimentos de nobreza que constituem o ser humano e que mostram sua origem divina, espiritual. Tal sentimento é a maior demonstração de que o ser humano, quando reconhece o amor e o aplica, é filho de Deus. A sensibilidade nos faz ternos, puros, para podermos transmitir nossos sentimentos, com paz e com muito sentimento. Já a força é medida pelo modo de amar, pela intensidade, pela chama que preenche nosso coração e faz com que ele transborde de tanto amor. Deus manifestou seu amor entregando-se por nós, pelo amor que tinha por nós, e tudo o que ensinou foi baseado nesse sentimento, e para segui-lo, temos por dever amar, não importa de que forma seja este amor, desde que seja algo do coração, algo com sentimento, algo sincero, algo que nos faz sentir bem, sem imposição, apenas doação, simplesmente por amar, e pode ser um amor entre um homem e uma mulher, como pode ser um amor de ser humano pelo próprio ser humano, um amor solidário, um amor pautado no respeito ao próximo, um amor de caridade, um amor de coração aberto e sem nada em troca, apenas doando-se por saber que é nesse sentimento que reside a evolução do ser humano. E o sentimento do amor se manifesta mais claramente na doação, no trabalho, daqueles que amam em favor daqueles que ainda necessitam de amparo. O amor deve sempre estar presente em quaisquer manifestações da Vida, em todos os momentos, não importa onde estejamos, devemos sempre olhar ao nosso redor e sempre devemos ajudar aqueles que realmente precisam de nossa ajuda. Aqueles que suplicam apenas por um carinho. E essa ajuda deve ser verdadeira, sempre ligada a princípios absolutos, norteadores da evolução humana. E o trabalho feito com amor torna-se nobre e é o melhor meio para a construção de um Mundo Melhor. É por isso que privar o ser humano do trabalho é privá-lo de sua dignidade, é privá-lo da experiência de sentir o amor manifestar-se através de seu ato. Por isso, podemos dizer que o amor é o mais nobre dos sentimentos, pois é o amor que faz o ser humano sentir-se efetivamente útil, através de sua ação em prol da Vida, pautado sempre na nobreza do respeito a tudo e a todos. Devemos sempre agir com o coração, pois o coração é capaz de manifestar o amor mais puro, o amor mais real, o amor incondicional. E este amor pode ser mostrado com um simples gesto, com um simples sorriso, com um simples brilho no olhar. O amor sentido com pureza é capaz de abrir portas e de iluminar um abismo, por isso o amor é o sentimento mais profundo que alguém pode sentir, pois ele se manifesta do coração, e cada batida pode se tornar um toque de amor. Devemos viver a vida com amor, respeitando e ajudando sempre as pessoas. Devemos doar nosso coração a quem com um olhar nos mostra que precisa de apenas uma amostra de amor, como por exemplo de um sorriso. Por vezes a tristeza poderá se manifestar através de lágrimas que escorrem de nossos olhos, mas também estas lágrimas poderão ser de emoção ou de felicidade, assim como um sorriso, que por ajudar alguém com amor, pode estar sempre presente em nossas vidas. Por isso tudo, o sentimento de amor é, e sempre será a melhor mostra de que há esperança para a espécie humana e somente com esse sentimento é que acontecerá a harmonia entre todos.
O Sentimento de Amor por Giuliano Pereira D'Abronzo

Pouco conhecidas, carreiras alternativas ganham espaço

13/04/2008 - 10h37

Pouco conhecidas, carreiras alternativas ganham espaço

TERCIANE ALVES
Colaboração para a Folha de S.Paulo

"Trendspotter", "coffeetender", especialista em "compensation", "report", gestor de reputação. Desconhecidas, essas profissões não constam dos manuais de vestibulares.
Contudo, na avaliação de especialistas ouvidos pela Folha, estão entre as carreiras que mais se expandem no mercado de trabalho atual e asseguram boas oportunidades aos mais atentos.
Boa parte dessas vagas surge em multinacionais de vanguarda e, sobretudo, em empresas de pequeno porte, que atuam como butiques especializadas.
Um exemplo é a Mandalah, focada em comportamento. Ao ser inaugurada há um ano e meio, contratou profissionais de 12 áreas de formação --de psicoterapeutas a designers-- para exercer a mesma função: a de "trendspotter", uma espécie de caçador de tendências.
"Esse profissional investiga idéias que tendem a ser impactantes e que possam virar produtos, bens ou conceitos", explica o consultor em recursos humanos Adriano Savelli.
Muitas dessas carreiras estão associadas ao estudo das necessidades e dos dilemas da sociedade e são relacionadas ao consumo nas áreas de tecnologia, sustentabilidade e moda.
"As carreiras diferenciadas surgem onde há excesso de renda disponível em certos segmentos da sociedade", analisa o diplomata Alexandre Vidal Porto, que vive no México.
"Nas grandes capitais, profissões como a de "personal stylist" já se consolidaram à luz de necessidades de indivíduos com excesso de renda e demandas específicas, típicas das cidades globalizadas", diz ele.
Antena parabólica
Para os que pretendem seguir uma carreira alternativa, o caminho é desenvolver "atenção constante a 360 graus".
"É essencial estar antenado nos segmentos em fase de crescimento, pois ali estão as oportunidades", sugere Irene Azevedo, sócia da consultoria Ki-enbaum Keseberg & Partners.
"Vale a pena verificar jornais, revistas e depoimentos de profissionais. Mas, para obter sucesso, o principal é alinhar as habilidades à função desejada, seja em uma área nova, seja em uma tradicional", completa.

Refrigerante, écaa!!!


Meu macaquinho lindo, eu te amo!!!
Beijos da Mama e lembre-se refrigerante faz mal pra sua saúde, rsss.
Os refrigerantes são classificados como bebidas não-alcoólicas gasosas. Eles consistem, em grande parte de água com gás misturada com açúcar ou adoçante artificial, além de vários aromatizantes naturais ou artificiais e corantes. Muitos contém cafeína. A maioria deles traz pouco ou nenhum valor nutritivo. A ingestão habitual dessas bebidas leva a um alto consumo de calorias inúteis, justamente por não acrescentar nenhum nutriente ao organismo. São as chamadas "calorias vazias". Em média, 1 litro de refrigerante fornece cerca de 400 calorias. Portanto, quando você consome uma latinha que contém cerca de 350mL da bebida, a quantidade de calorias vazias ingeridas será de 140cal

Vale a pena ler a Biografia do Dayan !!!




Leiam a biografia do Dayan, vale a pena!!!

Dayan, parabénssssss, as músicas ficaram lindas.

Deus abençoe o seu Ministério, Você, Sua Família e Igreja.

Paz. Beijo

Profissão: CONTABILIDADE

Muita técnica, raciocínio lógico, habilidade com números e facilidade de interpretação. Essas são algumas das principais características de um profissional de Ciências Contábeis. Essa área vem se renovando a cada dia e hoje o contador é indispensável dentro de uma empresa. Além dos trabalhos estratégicos realizados pelos contabilistas nas organizações, uma lei determina a obrigatoriedade de sua presença para cuidar das demonstrações financeiras da empresa – daí a explicação do amplo mercado de trabalho.

Para ter sucesso nessa área, não basta gostar de números, é preciso saber trabalhar com eles a favor dos negócios. Montar estratégias, impulsionar ações, organizar processos: tarefas assim fazem do profissional de Contabilidade um integrante importante na tomada de decisões.

A GRADUAÇÃO
O curso de Ciências Contábeis foi criado no Brasil em 1946, e neste mesmo ano foi disponibilizado pela USP – Universidade de São Paulo. Durante muito tempo, o profissional da área foi visto simplesmente como o responsável pela contabilidade da empresa – um fazedor de contas. Mas, segundo o professor-coordenador do curso de Ciências Contábeis da USP, Valmor Slomski, isso é uma inverdade. "A função do contador não é fazer contas. Ele registra atos e fatos, claro que observando as questões monetárias. As pessoas confundem o contador com aquele especialista que tem de conhecer cálculos com profundidade", explica Slomski.

O professor afirma que para se arriscar numa carreira contábil é preciso gostar das funções inerentes à área e apresentar habilidades de raciocínio, lógica, planejamento e estratégia. Isso sem falar em muita atualização. "Hoje as empresas estão esperando que esse profissional tenha, além de ética, valores agregados. Seja um profissional completo, com formação em línguas, agilidade com números, facilidade de trabalhar com informática. Então, o perfil é de um profissional atuante e generalista."


O MERCADO DE TRABALHO

Segundo o gerente da Pesquisa Salarial e de Benefícios da Catho Online, Mário Fagundes, o mercado de trabalho para o profissional de Ciências Contábeis é o sexto mais aquecido, perdendo apenas para as áreas Comercial, de Tecnologia da Informação (TI), Administrativa, Operacional e Técnica. Ainda de acordo com o especialista, a relação média é de 1,39 candidato por vaga – um número consideravelmente baixo, comparando-se, por exemplo, com a área de Publicidade e Propaganda (20,37 candidatos/vaga). Só no site da Catho Online há mais de 8 mil vagas para profissionais da área de Contabilidade.

Slomski ajuda a ilustrar o cenário. "Temos cerca 5 milhões de empresas e 300 mil contadores no País, incluindo técnicos e bacharéis. Isso explica esse mercado imenso."

O professor-coordenador do curso de Ciências Contábeis da PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Geraldo Gianini, confirma esse quadro e garante que o profissional da área encontra um amplo mercado de trabalho, tendo diversas possibilidades de atuação, mesmo durante a faculdade. "O mercado é muito grande. Cerca de 95% dos meus alunos estão empregados ou estagiando", aponta Gianini. O professor ressalta, porém, que é preciso se munir de competências e atualização. "Há campo, mas é preciso se encher de competências. Conhecimentos de inglês, da contabilidade internacional... É preciso realmente dedicar-se à profissão, ser um especialista na área", aconselha.

APRENDENDO NA PRÁTICA

Antonio Schumaher Jr. tem 29 anos e está no 8º semestre do curso de ciências contábeis da PUC. Formado em Comunicação Social, ao trabalhar na área de Marketing ele descobriu sua vocação para a Contabilidade. "O que eu mais gostava no Marketing era a área financeira, o planejamento. Então, decidi aprofundar o conhecimento", conta.

Após ingressar no curso de Ciências Contábeis, ele deixou a Comunicação e passou a se dedicar inteiramente à nova área de atuação. "Hoje eu trabalho na Controladoria: analiso a variação dos gastos, auxilio no orçamento anual da empresa e também na elaboração de relatórios para a diretoria", explica.

Quando questionado sobre a hipótese de voltar à Comunicação, Schumaher não hesita em dizer: "De jeito nenhum, estou muito feliz!"

TRABALHANDO NO SEU PRÓPRIO NEGÓCIO

Sócio da consultoria RB Macedo Company e diretor-suplente do SINDCONT-SP – Sindicato dos Contabilistas do Estado de São Paulo, Emerson Macedo resolveu abrir o próprio negócio após se formar e adquirir experiência em alguns escritórios de Contabilidade.

"Meu sócio e eu víamos muito fortemente a falta de profissionais qualificados e, em contrapartida, a alta demanda de consultoria para empresas de variados portes. Enxergamos, com isso, grandes possibilidades de sucesso na área", lembra.

Macedo conta que encontrou resistências nos primeiros tempos de empreendedorismo. "O começo foi muito difícil, pois os maus profissionais acabam prejudicando o mercado - cobram valores irrisórios e depreciam a classe, porque eles mesmos não valorizam o trabalho que fazem", opina.

Porém, hoje ele avalia ter conquistado espaço. "A empresa já se firmou no mercado, atraindo clientes de médio e grande porte que visam qualidade, e por isso estão dispostos a pagar um preço justo pelo trabalho."

O contabilista dá a sua dica para o sucesso: "Muita agilidade, habilidade, técnica, competência, profissionalismo e empenho. Para mim, esse é o segredo", finaliza.

Paradigma do macaco e o retorno do processo seletivo

Um paradigma é um modelo mental que adotamos como sendo algo verdadeiro e representativo de um fato ou conjunto de acontecimentos, em geral formado através de nossas experiências. O seguinte texto é uma análise critica sobre o surgimento de um paradigma com um resultado surpreendente.Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e sobre ela um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, um jato de água fria era acionado em cima dos que estavam no chão.Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e enchiam de pancada. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.Um segundo macaco veterano foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto, e afinal o último dos veteranos, foi substituído.Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se possível fosse perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:- "Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui"."Será que não é hora de refletirmos sobre o por quê de nossas atitudes e da forma que vivemos? Poderemos ter muitas surpresas..."

Isso vale muito para a ausência de retorno aos processos seletivos, se considerarmos a falta de respeito ao candidato como normal, daqui a pouco será regra, e se essa regra se aplicar a outras atividades de RH? Como será o mundo?
Será que a busca de um emprego devera ser sempre um martírio? Um inferno para o DESEMPREGADO?

O SÉTIMO SENTIDO NA SELEÇÃO DE PESSOAS

Atualmente, as empresas estão diante de um interessante desafio no que se refere aos seus processos de seleção de pessoal. Isso porque o mercado, cada vez mais, percebe que a grande maioria das demissões que vêm acontecendo, em todos os níveis hierárquicos, têm suas origens em problemas comportamentais.
Muitos profissionais competentes, donos de invejáveis currículos que incluem MBAs, mestrados e doutorados – alguns até no Exterior – vêem suas carreiras interrompidas na organização porque as desavenças internas com a chefia, pares, colegas e até com fornecedores e clientes, chegam ao ponto de comprometer o clima e a produtividade e, em alguns casos, até a imagem institucional da empresa.
Por essa razão, existe agora uma enorme preocupação das organizações em selecionar profissionais que, ao lado de uma necessária competência técnica e uma sólida formação acadêmica, possuam a indispensável habilidade de interagir harmoniosa e produtivamente com os demais, em favor dos resultados esperados. Em algumas empresas – dentre as quais onde eu trabalho – este aspecto é até prioritário sobre as competências técnicas.
No entanto, em grande parte das empresas, os profissionais de seleção de pessoal são levados a garimpar e contratar “talentos”, sem a recomendação ou preocupação de aferir aqueles aspectos comportamentais para saber se esses profissionais talentosos saberão compartilhar pacificamente seus conhecimentos e experiências com a equipe. Nos processos seletivos que têm esse enfoque, o currículo, os diplomas e o domínio de idiomas falam mais alto que a essência humana – e, como conseqüência, os conflitos não tardam a aparecer.
Medir conhecimento técnico é relativamente fácil: entrevistas com especialistas, provas situacionais, histórico acadêmico e profissional, referências, resultados numéricos obtidos, monografias e estudos realizados, são alguns dos instrumentos que possibilitam essa aferição.
A questão é: como “medir” ou avaliar a essência humana?
Talvez nesta década a resposta ainda possa surpreender, mas acredito que, para avaliar condições subjetivas, é necessário usar recursos, técnicas e métodos também subjetivos. Estou falando de coisas como intuição, percepção, “feeling”, “sacação”, leitura corporal – esse conjunto de recursos “mágicos” que talvez constituam um Sétimo Sentido e que compõem aquilo que chamo de “seleção intuitiva".
Acredito que os leitores ficarão divididos diante dessa resposta: alguns “torcerão o nariz”, darão um muxoxo, um sorriso irônico e concluirão que não vale a pena levar isso a sério. Estes, certamente serão profissionais que atuam em empresas cuja gestão baseia-se exclusivamente no que é rigorosamente racional, concreto, objetivo e mensurável. Estas são, claro, condições importantes na dinâmica corporativa, mas não são as únicas. Por isso mesmo, outros leitores, ao contrário, acharão que esta se trata de uma proposta atraente, criativa, inovadora – embora ousada, diferente, polêmica e muito pouco ortodoxa.
As corporações são feitas DE, POR, e PARA pessoas. Logo, temos todos que admitir a hipótese de trabalharmos com aspectos, recursos e condições essencialmente humanas na sua totalidade – em relação aos quais a tecnologia, por mais avançada que seja, nem sempre poderá entender muito menos ajudar. Ou alguém conhece uma máquina criativa? Ou sensível? Ou intuitiva? Estas são exclusividades humanas.
Conforme divulga “The Economist”, no começo deste ano os psicólogos Nalini Ambady e Nicholas Rule, da Tufts University, fizeram uma pesquisa para demonstrar que até mesmo uma fotografia pode transmitir muitas informações sobre a competência de um profissional. Eles mostraram a 100 universitários os rostos dos executivos das 25 primeiras e das 25 últimas empresas listadas nas 1.000 da Fortune. O desafio era que os estudantes (que não conheciam os executivos), identificassem, apenas através das fotografias, quais os melhores líderes. E, ainda: que avaliassem estes cinco traços da personalidade do profissional retratado: competência, dominância, carisma, maturidade e confiabilidade. Os resultados foram surpreendentes. Impossível? Não, apenas diferente daquilo que nos foi ensinado academicamente ao longo do tempo.
Há risco de erros nesse Processo Intuitivo de Seleção de Pessoas? Claro que sim, tanto quanto nos processos objetivos e científicos. No entanto, se, numa entrevista, queremos conhecer a essência humana, temos que usar o “instrumento” adequado para ver, sentir e perceber essa essência, que, certamente, transcende aos métodos convencionais de avaliação. E daí? Lembremos que os métodos seletivos convencionais não vêm apresentando resultados satisfatórios conforme demonstra o elevado percentual de demissões por motivos comportamentais.
Se o profissional de Seleção possuir boa percepção ou intuição - ou se estiver disposto a desenvolvê-la, não custa tentar, desde que acredite em si e na possibilidade de conseguir. Não há nada de errado com o uso da percepção e da intuição. Tenho certeza de que já aconteceu com o leitor simpatizar ou antipatizar de imediato com alguém a quem acabou de ser apresentado. E sem causas aparentes – a não ser a fácil e cômoda “explicação” de que houve uma associação inconsciente com alguma outra pessoa desagradável conhecida no passado. Pode ser. Mas também pode não ser. Neste caso, qual a explicação?
Enfim, a proposta deste artigo não é convencional nem linear – nem pretendia sê-lo. A intenção aqui é provocar a reflexão e, se possível, a experimentação. Com coragem, ousadia e total ausência de preconceitos.
Nestes tempos em que as empresas falam tanto de inovar, por que não fazê-lo também na relação com esse misterioso e profundo universo do comportamento humano?

* Floriano Serra é psicólogo, diretor de RH e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica, eleita pelo 4o. ano consecutivo "uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil" (Revistas EXAME- VOCÊ SA/FIA e ÉPOCA/GREAT PLACE TO WORK). Este ano está entre as 10 primeiras.

domingo, 13 de abril de 2008

TEMPO PARA TROCA DE UNIFORME - GERA HORA EXTRA?

Sérgio Ferreira Pantaleão
Nas empresas de grande porte assim como na de médio, é muito comum que os empregados, principalmente da linha operacional, se utilizem do uniforme em suas atividades laborais.
A grande questão está justamente no tempo despendido pelo empregado para fazer a troca do uniforme e que pode estar gerando um passivo trabalhista por conta de se considerar horário extraordinário à disposição do empregador.
A CLT dispõe no § 2º do artigo 74, que para as empresas com mais de 10 (dez) trabalhadores, será obrigatória a anotação do horário de entrada e saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, devendo haver pré-assinalação de período de repouso intrajornada.
O Tribunal Superior do Trabalho fixa, através do Enunciado I da Súmula 338, a obrigatoriedade de cartão ponto para que o mesmo faça prova contrária às alegações:
"É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A não-apresentação injustificada dos controles de freqüência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário."
A controvérsia gerada nesta situação é que o empregado realiza a troca de uniforme antes da marcação do ponto e o entendimento dos Tribunais, é que a troca deve ser feita após a marcação do ponto, computando este tempo como jornada de trabalho, sob pena do empregador arcar com eventuais horas extras.
Da mesma forma é o entendimento ao final da jornada de trabalho, onde o empregado deve fazer a troca do uniforme ao final do dia e só após, efetuar a marcação do ponto.
Concomitantemente ao exposto acima, o artigo 4º da CLT dispõe que considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada.

EXIGÊNCIA DO EMPREGADOR OU ATENDIMENTO À LEGISLAÇÃO?
Muito se questiona sobre o assunto, pois de um lado posiciona-se o empregador alegando que não se trata de uma exigência unilateral quanto à utilização do uniforme, mas do atendimento à legislação trabalhista visando proteger o trabalhador.
Em muitas empresas, além do uniforme, há outros tipos de equipamentos como sapatos de segurança, capacetes, luvas especiais, macacão ou outros equipamentos que são utilizados em razão da própria exigência legal.
Por outro lado, a própria CLT estabelece em seu artigo 2º que cabe ao empregador, assumir os riscos da atividade econômica, admitindo, assalariando e dirigindo a prestação de serviços, subentendendo que a este, caberá o ônus de cumprir com todas as obrigações que envolvem uma relação de trabalho, seja na esfera trabalhista, civil ou criminal.

A SOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA ESTÁ NA "MÃO" DO EMPREGADOR
Se o artigo 2º da CLT obriga o empregador a cumprir com as obrigações, também lhe dá, em contrapartida, o poder de Dirigir a prestação de serviços, ou seja, a Ele é dado todo o poder disciplinador sobre o empregado, estabelecendo normas, procedimentos e exigindo que estes sejam cumpridos.
Assim, cabe ao empregador se organizar logística e procedimentalmente de forma que, dentro do tempo de tolerância de marcação do ponto estabelecido por lei, antes do início e ao final da jornada de trabalho, o empregado realize a troca de uniforme.
A lei estabelece um tempo de tolerância de marcação de ponto de 5 (cinco) minutos antes e 5 (cinco) minutos após o término da jornada de trabalho, observado o limite máximo de dez minutos diários, o que, uma vez disciplinado, é suficiente para a troca de uniforme.
Para que o empregador não corra risco de ter que arcar com horas extraordinárias, há basicamente duas exigências a serem atendidas:
Local apropriado para a troca de uniforme, que atenda a demanda de funcionários e que seja próximo ao posto de trabalho;
Que o tempo despendido pelo funcionário, para a marcação de ponto e o posto de trabalho para início da atividade laboral, possa ser realizado dentro do limite de tolerância estabelecido por lei.

JURISPRUDÊNCIAS
HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM À JORNADA DE TRABALHO. DECISÃO MOLDADA À JURISPRUDÊNCIA UNIFORMIZADA PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. Minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho. Tempo utilizado para uniformização, lanche e higiene pessoal. O tempo gasto pelo empregado com troca de uniforme, lanche e higiene pessoal, dentro das dependências da empresa, após o registro de entrada e antes do registro de saída, considera- se tempo à disposição do empregador, sendo remunerado como extra o período que ultrapassar, no total, a dez minutos da jornada de trabalho diária." PROC. Nº TST-AIRR-1269/2004-028-03-40.9. Relator MINISTRO ALBERTO BRESCIANI. Brasília, 28 de março de 2007.
EMENTA - MINUTOS RESIDUAIS " De acordo com o parágrafo 1º do art. 58 da CLT e Súmula 366/TST, o tempo à disposição do empregador é considerado, em ficção legal, como tempo efetivo de trabalho, sendo irrelevante para o deslinde da lide a situação fática vivenciada pelo reclamante e a destinação dos minutos residuais registrados nos cartões de ponto, vez que estes são considerados à disposição do empregador por ficção legal, independentemente de o empregado trabalhar ou exercer quaisquer outras atividades, como troca de uniforme, café ou lanche. Relator - Desembargadora Maria Lúcia Cardoso de Magalhães Revisor Desembargador Bolívar Viégas Peixoto. PROC. TRT - 01470-2006-142-03-00-8 RO. Belo Horizonte, 11 de abril de 2007.
EMENTA: TEMPO À DISPOSIÇÃO. TROCA DE UNIFORME. Sendo praxe na empresa, por orientação dela emanada, no sentido de se proteger os seus empregados, que façam a troca dos uniformes nas suas dependências, o tempo despendido para tanto é considerado à disposição do empregador e, como tal, sujeito à devida e correlata contraprestação salarial. PROC. TRT - 00390-2006-037-03-00-1 RO. Relator Desembargador Hegel de Brito Boson. Belo Horizonte, 05 de março de 2007.
Colaboração daRIDHAWMedicina e Segurança do Trabalho
Anete Cristina LopesFone : ( 11 ) 3064-6412 / 3554-6412
msn anete_cristina@hotmail.com.bre-mail : anete.sp@ridhaw.com.br

Empresa que não é associada não tem de pagar contribuição para Sindicato

Empresas não podem ser obrigadas a pagar contribuições assistenciais para entidade sindical à qual não são associadas. O entendimento é da 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. A Turma revogou condenação imposta a uma empresa do Rio Grande do Sul que deixou de pagar contribuições para o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas. O relator foi o ministro Renato de Lacerda Paiva.
A empresa GPEL — Participação e Administração de Negócios foi condenada pela 40ª Vara do Trabalho de Porto Alegre a pagar contribuições assistenciais patronais referentes a acordos coletivos firmados com a categoria de sua atividade econômica, em ação de cumprimento movida pelo Sindicato. A empresa recorreu da decisão ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Alegou que nunca foi vinculada à entidade.
O TRT rejeitou o recurso. Para a segunda instância, a contribuição, uma vez respaldada em acordos coletivos firmados com a categoria, pode ser cobrada do empregador, independentemente de sua vinculação ao sindicato patronal, da mesma forma que a parcela correspondente ao empregado é devida, em favor do respectivo sindicato sendo o trabalhador associado ou não.
A empresa apelou ao TST. Sustentou que não poderia ser obrigada a pagar uma contribuição aplicável somente aos sócios do sindicato patronal. O relator, ministro Renato de Lacerda Paiva, considerou tratar-se de caso típico de desrespeito ao princípio de liberdade de associação, previsto na Constituição Federal. Segundo Lacerda Paiva, se CLT condicionou a contribuição assistencial à autorização expressa do trabalhador, esse mesmo princípio é aplicável, por analogia, ao empregador.
Com a decisão, além de revogar a condenação da empresa, a 2ª Turma determinou a inversão do ônus da sucumbência, ou seja, caberá à outra parte — o sindicato — arcar com as custas do processo.
RR-590/1998-026-04-40.9
fonte: Revista Consultor Jurídico, abril de 2008
Luciana Galvãoluciana@laborbio.com.br

INSS amplia prazo para julgar os recursos

1. INSS amplia prazo para julgar os recursos
fonte: AGORA SÃO PAULO
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ampliou o prazo para julgar os recursos administrativos dos segurados que tiveram pedidos (de revisão ou de benefícios) negados. O novo prazo é de 85 dias. Antes, era de 60 dias - prazo anunciado no dia 29 de agosto do ano passado. A regulamentação anterior, de 2004, não estabelecia um limite. As regras do Conselho de Recursos da Previdência Social, responsável pela distribuição e julgamentos dos recursos, foram publicadas ontem no "Diário Oficial" da União. Os motivos para a ampliação do prazo não foram informados pela Previdência. Segundo o ministério, não houve mudanças nas regras dos recursos. A prioridade de julgamentos para segurados com mais de 60 anos e ou para quem estiver pedindo auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte ou benefício assistencial foi mantida. Após ter o pedido recusado ou um benefício cancelado, o segurado tem um prazo de 30 dias para entrar com um recurso administrativo. O problema é o tempo que ele demora para ser analisado. Segundo a Previdência, quando o conselho reconhecer o direito do segurado e o INSS demorar para liberar o pedido, o interessado poderá reclamar no conselho, que acionará o instituto com o objetivo de acelerar o processo.

Exames médicos e psicotécnicos realizados em dias de folga devem ser remunerados.

O ônus dos exames médicos e psicotécnicos realizados, a pedido da empresa, em dias de folga do empregado, deve ser suportado pelo empregador. Com esse entendimento, a 6ª Turma do TRT-MG deu provimento a recurso de um reclamante que exercia cargo de vigilante, modificando sentença que havia indeferido as horas-extras pleiteadas, ao fundamento de que a realização de exames médicos e psicotécnicos não representaria tempo à disposição do empregador, mas apenas o cumprimento de obrigação legal imposta à categoria pelo artigo 16, V, da Lei 7.102/83 e 168 da CLT.
O reclamante sustentou em seu recurso que a reclamada havia se comprometido, perante o Ministério Público do Trabalho, que não mais realizaria os exames periódicos nos dias de folga de seus empregados, mas não cumpriu o acordado.
Conforme esclarece o relator do recurso, desembargador Ricardo Antônio Mohallem, se os exames são exigidos por lei, cabe à reclamada remunerar o reclamante se estes forem realizados nos dias de folga, porque os riscos da atividade econômica devem ser suportados apenas pelo empregador, nos termos do artigo 2º, caput da CLT.
Como foi admitido pela própria ré que os exames eram realizados duas vezes por ano, nas horas ou dias de folga do reclamante, a Turma deu provimento ao recurso para condenar as reclamadas no pagamento de 05 horas 30 minutos extras, acrescidas do adicional convencional de 60%, conforme previsto nas Convenções Coletivas de Trabalho da categoria.
( RO 00859-2007-025-03-00-3 )
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3. Região Minas Gerais, 10.04.2008
Luciana Galvãoluciana@laborbio.com.br

Teletrabalho será incluído na CLT.

Teletrabalho será incluído na CLT.
O trabalho realizado a distância passará a ser protegido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), segundo estabelece o Projeto de Lei da Câmara 102/07, que recebeu nesta quarta-feira (9) parecer favorável da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A proposta será ainda examinada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pelo Plenário.
Atualmente, segundo o art. 6ª da CLT, não há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado, "desde que seja caracterizada a relação de emprego".
O projeto aprovado inclui nesse dispositivo o trabalho realizado a distância. O chamado "teletrabalho" já está previsto nas leis de países como Portugal e Chile, segundo observa em seu voto o relator do projeto, senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
- Esse é o caminho do futuro, principalmente quando se percebe a situação dos engarrafamentos que existem nas grandes cidades - disse Cristovam, ao defender a proposta.
O trabalho a distância, na opinião do relator, pode favorecer tanto os empregados quanto os empregadores. Os primeiros, pela possibilidade de escolherem o local onde executarão suas tarefas - desde que o local esteja conectado por meio eletrônico à sua empresa. Quanto aos empregadores, observa o relator, haverá a possibilidade de redução de custos.
Para Cristovam, a aprovação do projeto não esgota a necessidade de atualização da CLT, em vigor há mais de 60 anos. O texto atual, na sua opinião, defende quem já está empregado.
Mas muitas vezes dificulta a obtenção de um posto de trabalho por quem se encontra desempregado. O senador lembrou ainda que tramita no Senado projeto de lei de sua autoria que estabelece a concessão, pelos empregadores, de licenças aos empregados que passarem por cursos de qualificação profissional.
Fonte: Portal Nacional do Direito do Trabalho, 10.04.2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pais e Filhos

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A descoberta da sua vocação

Por Roberto Shinyashiki

O respeito a sua vocação tem de ser total, e então todas as bênçãos virão em seguida. A felicidade profissional vem quando trabalhamos em algo que verdadeiramente tem a ver com nossa vocação. Quando não trabalhamos de acordo com nossa missão pessoal, ficamos irritados, de mau humor, entediados e, por conseqüência, não conseguimos servir a ninguém.
Um artista pode trabalhar como bancário, mas terá de ser “um bancário artístico” para não perder o amor à vida e ao trabalho. Se lutar contra sua essência e apagar sua sensibilidade, fará um grande mal a si próprio e, provavelmente, não conseguirá economizar dinheiro para se tornar artista 24 horas por dia.
Talvez você esteja com vontade de dizer que se sente frustrado porque precisa trabalhar com algo que não tem nada a ver com você, mas garante o seu salário. Se isso não tem nada a ver com você, daqui a pouco vai acabar sendo demitido por falta de competência. Sabe por quê? Porque está trabalhando sem paixão, não sente desejo de estudar para se aprimorar e o seu resultado vai acabar comprometido. O amor tem de vir em primeiro lugar mesmo que você esteja interessado em dinheiro. O respeito a sua vocação tem de ser total, e então todas as bênçãos virão em seguida.
Existe uma pesquisa realizada pelo professor Mark Albion, divulgada no livro Making a Life, Making a Living (Warner Business Books, 2000), que ilustra claramente a importância do respeito à vocação e aos valores nas escolhas que uma pessoa faz ao longo da carreira. Nela, 1.500 profissionais que haviam concluído o Master in Business Administration (MBA), vinte anos antes, nas melhores escolas americanas, relataram as prioridades em suas escolhas profissionais: 83 % optaram pelo emprego em função do salário. Os 17% restantes optaram por aquilo que mais lhes dava prazer, independentemente da vida financeira.
Vinte anos depois, Albion foi verificar como estava a carreira desses profissionais. Dos 1.500 entrevistados, 101 tornaram-se milionários. Desses, apenas 1 pertencia ao grupo que fez sua escolha orientada pelo dinheiro, todos os demais viraram milionários trabalhando no que gostavam.
Se você está frustrado com sua profissão, é chegada a hora de uma revisão de vida. Aproveite esse momento para analisar qual é sua verdadeira vocação, seus talentos, e vá atrás de seu sonho. Talvez você precise de algum tempo para essa transição, mas não se abandone atrás de uma mesa, fazendo algo que não tem nada a ver com você, até chegar o “glorioso” dia da aposentadoria.A maior parte das pessoas escolhe uma profissão por motivos que nada têm a ver com sua alma, com sua vocação. Alguns a escolhem pelo glamour que supõem existir em algum tipo de trabalho. Ser sociólogo, por exemplo, era o máximo na década de 1960. Já nos anos 1980, a moda era ser psicólogo. Nos anos 1990, o que dava status era ser publicitário. Uma pessoa deve escolher uma profissão não pelo prestígio social que possa haver nessa atividade, mas por ser a preferência de sua alma.
A frustração chega quando a pessoa descobre que, com o glamour, vêm junto inúmeras tarefas aborrecedoras que somente aqueles com uma verdadeira vocação para essa profissão fariam com prazer. Por mais que escolha a profissão de acordo com sua vocação, haverá inúmeras tarefas difíceis de cumprir, mas que você realizará por amor e respeito à sua missão e às pessoas que dependem de sua competência.
Em qualquer profissão que escolhermos, a banana virá sempre com casca, e teremos de tirá-la. Ou seja, temos de aprender a curtir também o que há de desagradável naquela profissão. Se escolhermos bem, de acordo com nossa vocação, descascar a banana será tão gostoso quanto comê-la.
Há quem escolha determinada carreira para realizar os sonhos da família. Pode ser que o pai, na juventude, tenha tentado ser médico, mas, como não conseguiu realizar seu desejo, quer agora que o filho ou a filha siga essa carreira, custe o que custar. Pode acontecer também que o pai seja um poderoso empresário e queira que o filho perpetue seu negócio, mesmo que o garoto não tenha a mínima vocação ou habilidade para tocar a empresa!
Existem milhares de casos semelhantes, e é aí que começam os conflitos, sem que ninguém perceba o que está acontecendo de fato. O pai começa a achar que o filho é preguiçoso, e o filho, depois de tantas cobranças, acaba se convencendo de que sua vocação é trabalhar naquilo que o pai quer. Buscando a felicidade do pai, esse filho corre em alta velocidade para a frustração como profissional e, no fundo, como pessoa.
Quantos casos existem de filhos que eram irresponsáveis enquanto trabalhavam com os pais e que, ao irem para outra empresa, mudaram radicalmente de comportamento? Há também jovens que trocam de curso na faculdade e só então começam a se envolver de verdade com os estudos.
É muito melhor, nesses casos, uma conversa franca entre pai e filho. As vocações não são transferíveis. Cada caminhante tem o seu caminho. Mas só conseguiremos respeitar a vocação dos outros quando soubermos respeitar nossa própria vocação.
Há também aquelas pessoas que, por causa da crise econômica, escolhem uma carreira pensando em seu retorno financeiro. O que dá dinheiro? Informática, telecomunicações, tecnologia da informação? Poucas percebem que optar por uma profissão sem paixão é como se casar sem amor com alguém muito rico. Se já é trabalhoso ser fiel a uma vocação autêntica, a coisa fica muito pior quando não há vocação!
Por fim, existem aqueles que escolhem a carreira para evitar problemas. São os novos empresários, que pretendem montar um negócio porque não querem ter chefes. Logo descobrem que possuir um negócio próprio é transformar cada cliente num chefe. E, se não tinham capacidade para entender um, como poderão servir a cinqüenta?
Qualquer que seja sua idade, é sempre importante dar uma pausa na correria do trabalho para analisar se você está realizando sua vocação. Muitas pessoas fogem dessa reflexão com medo de descobrir que estão no caminho errado. Fazer uma mudança radical requer esforço, mas é melhor se esforçar para girar o barco no rumo do seu coração do que ter de se arrastar todos os dias para um trabalho que não tem nada a ver com você.

Profº Gretz

Vídeos Professor Gretz.
Eu amo!! Maravilhoso!!!

http://www.gretz.com.br/video_online.htm

http://www.gretz.com.br/video_online2.htm

EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!

A mãe parou ao lado do leito de seu filhinho de 6 anos, que estava doente de leucemia. Embora o coração dela estivesse pesado de tristeza e angústia, ela era muito determinada. Como qualquer outra mãe, ela gostaria que ele crescesse e realizasse seus sonhos.
Agora, isso não seria mais possível, por causa de uma leucemia terminal. Junto dele tomou-lhe a mão e perguntou:
- Filho, você alguma vez já pensou o que gostaria de ser quando crescesse?
- Mamãe, eu sempre quis ser um bombeiro!
A mãe sorriu e disse:
- Vamos ver o que podemos fazer.
Mais tarde, naquele mesmo dia, ela foi ao Corpo de Bombeiros local e contou ao Chefe dos bombeiros a situação de seu filho e perguntou se seria possível o garoto dar uma volta no carro dos bombeiros, em torno do quarteirão.
O Chefe dos bombeiros, comovido, disse:
- NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Se você estiver com o seu filho pronto às sete horas da manhã, daqui a uma semana, nós o faremos um bombeiro honorário, por todo o dia. Ele poderá ir para o quartel, comer conosco e sair para atender às chamada incêndio. E se você nos der as medidas dele, nós conseguiremos um uniforme completo: chapéu com o emblema de nosso batalhão, casaco amarelo igual ao que vestimos e botas também.
Uma semana depois, o bombeiro-chefe pegou o garoto, vestiu-o no uniforme de bombeiro e o escoltou do leito do hospital até o caminhão de bombeiros.
O menino ficou sentado na parte de trás do caminhão e foi até o quartel central. Parecia-lhe estar no céu... Ocorreram três chamados naquele dia na cidade e o garoto acompanhou todos os três. Em cada chamada, ele foi em veículos diferentes: no tanque, na van dos paramédicos e até no carro especial do chefe do bombeiros.
Todo o amor e atenção que foram dispensados ao menino acabaram comovendo-o tão profundamente, que ele viveu três meses a mais que o previsto.
Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair dramaticamente e a mãe decidiu chamar ao hospital, toda a família.
Então, ela lembrou a emoção que o garoto tinha passado como um bombeiro, e pediu à enfermeira que ligasse para o chefe da corporação, e perguntou se seria possível enviar um bombeiro para o hospital, naquele momento trágico, para ficar com o menino.
O chefe dos bombeiros respondeu:
- NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Nós estaremos aí em cinco minutos. Mas faça-me um favor. Quando você ouvir as sirenes e vir as luzes de nossos carros, avise no sistema de som que não se trata de um incêndio. É apenas o corpo de bombeiros vindo visitar mais uma vez, um de seus mais distintos integrantes. E também poderia abrir a janela do quarto dele? Obrigado! Cinco minutos depois, uma van e um caminhão com escada chegaram no hospital. Estenderam a escada até o andar onde garoto estava, e 16 bombeiros subiram. Com a permissão da mãe, eles o abraçaram, seguraram, e disseram que o amavam.
Com voz fraquinha, o menino olhou para o chefe e perguntou:
- Chefe , eu sou mesmo um bombeiro?
- Sim, você é um dos melhores - disse ele.
Com estas palavras, o menino sorriu e fechou seus olhos para sempre.
Por isto, quando você passar por algum problema ou situação que parece não ter solução, lembre-se: EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!

Será que nós estamos fazendo mais e melhor?
Será que fazemos a diferença na vida das pessoas?

Seja mais feliz no trabalho!

Para ser mais feliz no trabalho, a sócia da SEC Talentos Humanos, Vivian Maerker, recomenda se atentar ao que é mais importante ao profissional neste momento de vida. Em muitos casos, é possível encontrar fatores motivacionais na empresa para a qual se trabalha.

Exemplificando: pessoas com filhos provavelmente irão se sentir felizes se tiverem um horário de trabalho flexível, que permita passar mais tempo com a família. Já aquelas que gostam de estudar e estão sempre procurando aprimoramento profissional se sentirão satisfeitas com uma ajuda de custo oferecida pela organização para realizar um curso. Por sua vez, quem busca experiência pode se contentar trabalhando com profissionais experientes, que compartilham conhecimento.

Dicas
Na opinião de Vivian, um bom emprego depende de quatro itens: salário, que deve ser compatível com as necessidades do profissional, benefícios, desenvolvimento e ambiente de trabalho. A felicidade dependerá, no dia-a-dia, desses pilares.

Na questão dos benefícios, a especialista se refere a pontos a favor da empresa como um todo, o que inclui, por exemplo, a proximidade do local de trabalho. Mas os benefícios oferecidos pela organização também contam, como plano de saúde, previdência privada (que é uma garantia de segurança futura ao trabalhador) e salário variável. "É importante que, além do salário básico, o profissional ganhe um rendimento variável que denote o reconhecimento da empresa por seus esforços", explica.

Quanto ao desenvolvimento, o plano de carreira garante mais segurança ao colaborador. Mas existem outras formas de implementar esse desenvolvimento. Uma idéia é o sistema de job rotation, que dá a possibilidade ao profissional de passar por várias áreas da empresa. Além disso, o aumento de responsabilidades também é uma forma de viabilizar o aprimoramento. Entram nesse item ainda as bolsas para realização de cursos. "Tudo que a empresa proporciona mostra reconhecimento".

Relacionamentos
O ambiente de trabalho é o último pilar necessário à felicidade do funcionário. "Um clima legal, uma equipe em sintonia, um chefe que seja alguém a recorrer, aberto ao diálogo... Tudo isso faz com que o profissional tenha prazer em levantar da cama de manhã para ir trabalhar, favorecendo sua satisfação", garante a especialista.

Para que o clima seja agradável, porém, o profissional deve incentivar parcerias, ou seja, sempre que puder, precisa ajudar o próximo e se colocar à disposição. O conselho é dar o primeiro passo em direção ao bom convívio, mais por si mesmo do que pelos outros. Quanto às críticas, saiba que ninguém gosta de recebê-las, mas é vital tirar proveito de todo feedback que tiver. "O cliente bom dá bronca, enquanto o ruim muda de fornecedor", lembra Vivian.

Você é apaixonado pelo que faz?"Ao escolher um emprego, é importante estar atento a estes quatro itens. No entanto, nada disso deixará o profissional feliz se ele não for apaixonado pelo que faz. Gostarmos do que fazemos é importante para enxergarmos as tarefas de forma otimista perante a pressão com que lidamos".

O OVO, O CAFÉ E A CENOURA

O OVO, O CAFÉ E A CENOURA.


Apesar de o título sugerir um tema culinário, este artigo trata de liderança e de relações interpessoais.

Sabemos que os ingredientes acima reagem de formas distintas quando submetidos à ação de água fervente.

Assim, o ovo endurece, o pó de café se dilui tingindo a água e a cenoura cozida amolece.

Por analogia, um mesmo estímulo suscitará respostas diferentes de uma amostra de seres humanos, ensejando-nos a conclusão (óbvia?) de que não há duas pessoais iguais na face da Terra, no tempo e no espaço.

Cada indivíduo possui um conjunto de características que o torna singular, dentre as quais podemos ressaltar seu DNA, sua impressão digital, seu fundo de olho, sua arcada dentária, sua história de vida, entre outras tantas.

Até mesmo gêmeos univitelinos, popularmente conhecidos como idênticos, apesar das semelhanças físicas, apresentam estilos que os tornam peculiares, chegando a ter características comportamentais diametralmente opostas, como extroversão - introversão, por exemplo.

Com muita perspicácia já dizia Ruy Barbosa: “Não há nada mais injusto do que tratar igualmente os desiguais”.

É muito comum se cometer o erro de dispensar um tratamento genérico a um conjunto de pessoas, ignorando as implicações das premissas que acabamos de enunciar.

Ao se pretender lidar “no atacado” com uma situação que envolve várias pessoas, na maioria das vezes, atinge-se a extrema “façanha” de descontentar a todos. Com alguns, errando por excesso de rigor, com outros, pela adoção de medidas insuficientes para corrigi-la.

Isto se aplica tanto para relações familiares, entre pais e filhos, como para o mundo corporativo, entre um líder e sua equipe de trabalho.

A guisa de ilustração,vamos analisar as seguintes situações:

QUANDO SE DESEJA MANIFESTAR RECONHECIMENTO
A UMA EQUIPE POR UM BOM TRABALHO REALIZADO:

Se um líder o fizer de maneira impessoal, sem destacar os méritos de cada integrante para o sucesso coletivo, dificilmente alguém se sentirá estimulado a continuar oferecendo o melhor de seus esforços em decorrência de tal homenagem.
Seria semelhante a colocarmos uma bala na boca sem retirar a embalagem, impedindo-nos de degustar o seu sabor.

QUANDO SE CHAMA A ATENÇÃO DE UMA EQUIPE EM FUNÇÃO DE UM ERRO COMETIDO POR UMA ÚNICA PESSOA

Certamente, os que nada tiveram a ver com o problema em questão poderão se sentir injustiçados por aquela generalização indevida.

Por outro lado, a pessoa a quem deveria ser dirigida aquela mensagem poderá não aprender com seu erro, pela generalização da culpa.

Além da personalização do tratamento anteriormente recomendado é importante ainda se considerar que:
ELOGIO SE FAZ EM PÚBLICO, quer para reconhecimento das contribuições individuais, quer para servir de exemplo e estímulo aos demais.
REPRIMENDA SE DÁ EM PARTICULAR, a fim de permitir a tomada de consciência sobre as causas que provocaram o erro, assim como, evitar-se expor uma pessoa à execração pública, de modo a preservar sua auto-estima.
EM AMBAS AS MENCIONADAS SITUAÇÕES há que se respeitar as características pessoais e o nível de maturidade dos envolvidos.
A NECESSIDADE DE AGUÇAR NOSSA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, semelhante à capacidade dos morcegos os quais, durante seu vôo, utilizam-se dos potentes “radares” de seus ouvidos para detectar eventuais obstáculos através da reflexão dos sons emitidos por eles mesmos (imperceptíveis aos ouvidos humanos).
CONCLUSÃO
Ao adotar estas recomendações estaremos aumentando a probabilidade de sucesso no exercício da liderança, evitando posturas reducionistas, semelhantes a um elefante numa loja de porcelana, sob a argumentação de que um líder autêntico e justo é aquele que dispensa a todos o mesmo tratamento.